O auto-seguro é a prática de constituir reservas financeiras para cobrir potenciais perdas - sejam elas resultantes de uma disrupção operacional ou do incumprimento dos clientes. Pode dar a sensação de oferecer mais controlo, mas, na prática, traduz-se em manter elevadas quantias de dinheiro «à mão» e em absorver internamente as dívidas de cobrança duvidosa quando os seus clientes falham os pagamentos.
Embora evite o custo inicial dos prémios, o auto-seguro tem custos ocultos que podem ser substanciais. O capital que poderia financiar o crescimento ou novos investimentos fica imobilizado no balanço, reduzindo a eficiência financeira global.
Ao mesmo tempo, as perdas são, pela sua natureza, imprevisíveis. Para muitas empresas, basta um incumprimento de maior dimensão para danificar seriamente a tesouraria e perturbar as operações. O resultado é uma postura reativa: em vez de antecipar e mitigar riscos, a empresa vê-se a gerir consequências depois de elas acontecerem.
No fundo, o maior custo é o da oportunidade. Optar pelo auto-seguro significa adiar investimentos e planos de expansão, e perder capacidade competitiva no mercado global. Para crescer, é preciso uma proteção do risco de crédito que não trave o negócio.