O mercado imobiliário da zona do euro está sofrendo com a queda da demanda por empréstimos imobiliários e o BCE continua aumentando a taxa de juros.
Condições de crédito continuam se deteriorando, o BCE está se preparando para outro aumento da taxa de 25 pontos-base (para trazer a taxa de depósito para 3,75%) e a taxa interbancária de oferta (Euribor) de seis meses se aproximando do limite de 4%.
Embora o crescimento anual dos empréstimos sugira um declínio modesto (1,8% a/a em Maio de 3,0% em Abril), observar a dinâmica mensal do crédito doméstico para fins hipotecários aponta um quadro mais alarmante (-EUR34 bilhões m/m, Figura 1).
A demanda por empréstimos caiu, em função das famílias não conseguirem arcar com os crescentes custos das hipotecas, o investimento não financeiro bruto (que se refere maioritariamente a habitação) desacelerou 5,5% t/t no 1T, face a 6,4% no trimestre anterior.
Esperamos que isso comece a aparecer no próximo lançamento de dados da Autoridade Bancária Europeia no final deste mês.
Figura 1. Empréstimos às famílias para aquisição de habitação (fluxos mensais, mil milhões de euros) [esquerda] e tendência geral [direita].