Cada uma destas fórmulas oferece uma perspetiva complementar sobre o mesmo fenómeno: a dependência do negócio face a capital alheio. O cálculo do rácio é, por isso, um exercício de leitura cruzada.
Nas sociedades anónimas e noutras empresas de capital aberto, o rácio D/E obtém-se dividindo o passivo total pelo capital próprio dos acionistas:
Rácio de endividamento = Passivo total / Capital próprio
O passivo total inclui toda a dívida da empresa — de curto e de longo prazo — bem como outras responsabilidades, como o passivo por impostos diferidos. O capital próprio corresponde à diferença entre os ativos totais e o passivo total.
Um exemplo prático: uma PME apresenta um passivo total de 10 000 € e um capital próprio de 6 000 €. O seu rácio de endividamento é 10 000 € / 6 000 € = 1,6.
Para o rácio de endividamento total, a fórmula é:
Rácio de endividamento total = Dívidas totais / Ativos totais
As dívidas totais incluem os créditos de curto e de longo prazo, bem como obrigações de pagamento diferidas ou fixas. Nos ativos totais entram, entre outros, as contas a receber, os inventários e os bens detidos pela empresa. Também o passivo circulante é considerado, uma vez que compõe a estrutura de responsabilidades correntes.
O rácio de autonomia financeira calcula-se do seguinte modo:
Rácio de autonomia financeira = Capital próprio / Ativos totais
O capital próprio integra o capital social, os resultados retidos e as ações próprias detidas em carteira.