Os FIDCs podem ser classificados de duas formas principais: pelo formato de funcionamento (aberto ou fechado) e pelo tipo de cota emitida (sênior, mezanino ou subordinada). Essa dupla classificação permite que investidores escolham o produto mais adequado ao seu perfil de risco e necessidade de liquidez.
FIDC aberto
Um FIDC aberto permite que os investidores resgatem suas cotas a qualquer momento, respeitando as regras de liquidez estabelecidas no regulamento do fundo. Essa característica oferece maior flexibilidade e liquidez imediata ao cotista, que pode acessar seu capital sem precisar aguardar o vencimento do fundo. Na prática, os Fidcs abertos costumam manter uma parcela do patrimônio em caixa para atender às solicitações de resgate.
Esse formato é mais adequado para investidores que valorizam a possibilidade de resgatar recursos rapidamente, mesmo que isso possa significar uma rentabilidade ligeiramente menor. Vale mencionar que os FIDCs abertos geralmente não possuem prazo de duração determinado, operando de forma contínua enquanto houver interesse dos cotistas.
FIDC fechado
No Fidc fechado, as cotas só podem ser resgatadas ao final do prazo de duração estabelecido no regulamento. Isso significa que, uma vez realizado o investimento, o cotista precisa aguardar o vencimento do fundo ou, alternativamente, negociar suas cotas no mercado secundário caso precise de liquidez antes do prazo.
Essa estrutura impacta diretamente o prazo de duração do investimento, que pode variar de meses a vários anos. Os FIDCs fechados são mais comuns no mercado brasileiro e tendem a ser adequados para investidores com horizonte de investimento mais longo e menor necessidade de liquidez imediata.
Cotas sênior, mezanino e subordinada
As cotas de um FIDC são divididas em três categorias que se diferenciam pelo nível de risco, prioridade de pagamento e potencial de retorno.
A cota sênior ocupa o topo da hierarquia, com prioridade absoluta no recebimento dos rendimentos e no resgate. Ela absorve perdas apenas depois que as demais cotas tenham sido totalmente consumidas, o que resulta em menor risco e rentabilidade mais previsível. É a opção preferida por investidores conservadores.
A cota mezanino (também chamada de subordinada preferencial) ocupa posição intermediária. Ela recebe pagamentos depois das cotas sênior, mas antes das subordinadas júnior. Isso significa risco e retorno intermediários, funcionando como uma camada adicional de proteção para as cotas sênior.
Já a cota subordinada (ou subordinada júnior) fica na base da estrutura e absorve as perdas primeiro. Só recebe rendimentos após todas as outras classes serem pagas integralmente. Em compensação, oferece o maior potencial de retorno, sendo adequada para investidores dispostos a assumir mais risco em busca de rentabilidade superior.